segunda-feira, 26 de maio de 2014

"Empresas são as pessoas?"

Era uma vez a necessidade de encontrar no mundo atual o “ser humano”. Estranhamente, esta procura parece desnecessária, visto que somos humanos, diriam algumas pessoas, no entanto, a busca pelo ser humano prende-se justamente pela falta de humanização existente dentro do contexto atual. 
Estaríamos enganados quando encontramos tantas associações e voluntários que alteram suas rotinas em busca de ajudar o outro? Talvez, mas não queremos discutir este aspecto, caminhamos para tentar perceber o lado humano existente nas organizações. Tantas vezes ouvimos a velha e boa expressão “as empresas são as pessoas”, falta-nos perceber que tipo de pessoas. Quem são estes seres que fazem as empresas? Serão humanos? Consideramos “humano” quem carrega em si um compromisso de respeitar o outro, de viver com a capacidade de que um salário é algo necessário para se existir no mundo capitalista, mas que é fruto de um trabalho realizado com dignidade e de um compromisso. 
Na verdade muitos colaboradores estão insatisfeitos com a desumanidade presente nas empresas que visam os lucros, o que é de todo natural pela sua sobrevivência, mas se esquecem de que os profissionais existem enquanto “pessoas”, sentem, têm histórias de vida que se cruzam e alteram-se com a sua presença na empresa e vice-versa. A empresa faz parte da vida das pessoas, no entanto, muitos se esquecem de que as pessoas fazem parte da empresa e sobretudo formam a empresa. 
As histórias de vida fazem estas empresas porque alteram o profissional e marcam a história da própria empresa. 
Será que a história de vida da empresa faz-se pelos anos que passam e/ou pelas pessoas que passam nestes anos de existência?