quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dia Mundial da Poupança


Hoje é dia do quê? :)

Apostamos que muitos já pensaram nas bruxas, nas abóboras, morcegos, aranhas e afins, mas também é o Dia Mundial da Poupança. Você sabia?

Segundo a fonte referida no final do texto "A data foi estabelecida em 1924, durante um congresso internacional de economia na Itália. No Brasil, foi instituída a partir de 1933”, conta Álvaro Modernell, especialista em educação financeira. Para ele, não deveria existir um dia especial para a poupança, já que o assunto precisa estar presente no nosso dia a dia"

Será que partilhamos desta ideia de poupança todos os dias? Sabemos que nos tempos que correm e até no passado, poupar sempre esteve presente, nem que fosse no tempo futuro do verbo, após uma onda exagerada de consumo em que fazemos as promessas de pouparmos depois.

Você conjugaria o verbo na primeira pessoa do singular? Eu poupo ou deixaria para as outras pessoas esta tarefa?

Eu...

O Dia da Poupança é tão importante que nós nos lembramos mais do Dia das Bruxas :)





terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Papel entre nós




Se tem algo que a maioria não abre mão é de escrever algo numa folha de papel, a evolução tecnológica que nos traz outros meios de escrita, mas que em nada traduz o encanto de ter registros feitos no velho e bom companheiro. Alguns escritores já confessaram que só com a escrita diretamente no papel é que sentem que suas ideias são acompanhadas, parece que se digitarem irão perdê-las pelo caminho.

Não há dúvidas que a descoberta do papel transformou a nossa existência. Assim sendo, vamos conhecer um pouco mais sobre o nosso "amigo". Recorremo-nos à fonte referida no final do texto para viajarmos pelo "mundo do papel".

A viagem começa agora :)
Antes da descoberta do papel Antes do Homem descobrir o papel, utilizou diferentes suportes para fazer registos: Na Índia, usavam as folhas de palmeiras, os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China os livros eram feitos com conchas e cascos de tartaruga e posteriormente em bambu e seda. Os Maias e os Astecas guardavam as informações de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas "tonalamatl". Entre os outros povos era comum o uso da pedra, barro …

As matérias-primas mais utilizadas antes da descoberta e divulgação do papel, foram o papiro e o pergaminho. O papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar da sua fragilidade, uma vez que derivava da medula dos caules da planta com o mesmo nome, foi empregue em milhares de documentos que chegaram até nós. O pergaminho era muito mais resistente, pois tratava-se de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra, no entanto este material tinha um custo muito elevado. Estes dois últimos antecederam a descoberta do papel.

Segundo consta, o papel foi inventado na China no ano 105 d.C. por T'sai Lun. Este funcionário do Imperador, produziu uma substância feita de fibras da casca da amoreira, restos de roupas e de outras plantas, humedecendo e batendo a mistura até formar uma pasta. Usando uma peneira e secando esta pasta ao sol, a fina camada depositada transformava-se numa folha de papel. Diz-se que os chineses mantiveram o segredo do seu fabrico durante cerca de 700 anos, até que os Árabes, após invadirem o seu território, apoderaram-se deste segredo e divulgaram-no por toda a costa do Mediterrâneo. No século XIV, Renascimento, Já existiam fabricas espalhadas por toda a Europa.

O fabrico do papel : 

O fabrico do papel A matéria-prima para o fabrico do papel obtém-se a partir de fibras vegetais, como as da madeira. Pode também ser fabricado a partir de papel velho ou trapos de linho e de algodão. Todos estes materiais contêm celulose (substância que existe nas células vegetais e que funciona como cola) fazendo as fibras aderirem entre si. É a partir das fibras celulósicas diluídas em água, comprimidas (prensadas) e secas, que se obtém o papel.

O papel nos nossos dias : 

O papel nos nossos dias

Medidas : 

Medidas O papel apresenta-se no mercado com medidas normalizadas, isto é, com medidas sempre iguais. A designação que se convencionou para as folhas é representada pela letra A, seguida de um algarismo indicador da dimensão da folha: A0, A1, A2, A3, A4…

A folha A0 é aquela que ainda não sofreu nenhum corte.Cada número que aparece após a letra A, significa o número de cortes que foram executados na folha A0. : 

A folha A0 é aquela que ainda não sofreu nenhum corte.Cada número que aparece após a letra A, significa o número de cortes que foram executados na folha A0.

A escolha do tipo de papel a empregar depende da função que lhe queremos dar, por isso, devemos ter em conta as suas características:

A escolha do tipo de papel a empregardepende da função que lhe queremos dar, por issodevemos ter em conta as suas características: Gramagem - espessura e peso do papel (fino e leve, grosso e pesado…) Resistência – a espessura e constituição do papel (mais ou menos difícil de rasgar) Textura – a superfície (lisa, rugosa, áspera, sedosa…)

Existem vários tipos de papéis, uns mais indicados para determinadas funções do que outros:

Existem vários tipos de papéis, uns mais indicados para determinadas funções do que outros: papéis para escrita, papéis de embrulho, papéis para impressão, papéis decorativos, cartões e cartolinas, papéis de pintura etc.
 
Escolha o papel e comece a escrever :)
 
 

 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Pipoca

Hoje nos atrevemos a sonhar com pipocas :)

A Pipoca (autor: Rubem Alves)

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


sábado, 27 de outubro de 2012

A arte de Fernando Pessoa

Camões em 'Os Lusíadas' escreve:
"E aqueles, que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando..."

Fernando Pessoa é assim...


AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Música_mais uma arte


Se tem algo que nos acompanha pela vida é a música, muitos devem lembrar-se com certeza de alguma que tenha feito parte de um momento, algumas que remetem para dias alegres e outros tristes, para os pensamentos com alguma pessoa que tenha deixado uma "marca" na sua existência, um lugar interessante etc.

Se neste momento tivesse que pensar numa música, não teria muitos problemas em encontrar uma delas que estivesse associada aos momentos vividos, não é? Quem nunca começou a cantar uma música sem se dar conta do que estivesse a fazer e depois se sentiu "perseguido" pela mesma música ao longo do dia?

O que é música? Segundo a Wikipédia "a música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas)  é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma pré-organização ao longo do tempo.

É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana.